terça-feira, 31 de julho de 2018

FLIP - o maior encontro entre escritores e leitores em um mesmo lugar


Realizada desde 2003, a Festa Literária Internacional de Paraty se estabeleceu não apenas como encontro da literatura, mas como plataforma para debates sobre questões sociais e políticas.

A cada ano, a FLIP vem se consagrando o maior encontro literário do Brasil e é considerada o evento literário mais importante da América Latina. A FLIP inseriu o Brasil no calendário internacional dos principais festivais literários e tornou-se uma vitrine da cultura brasileira para o mundo.
E mais uma vez a festa literária não decepcionou. Com diversas atrações para todos os gostos, o evento reuniu autores de diversas nacionalidades e houve momentos de debates políticos e em defesa de causas sociais e culturais.

Como aconteceu nos anos anteriores, a FLIP reuniu diversos escritores brasileiros. Entre os escritores que se encontravam no evento, destacamos o jornalista Robson Machado com o seu "O Andar Invisível". Autor do livro O Andar Invisível, um dos romances mais badalados da atualidade, o premiado jornalista Robson Machado também esteve na edição 2018 da Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, realizada neste final de semana. A Câmara Municipal de Paraty abriu o seu salão nobre para a sessão de autógrafos de O Andar Invisível. O evento foi prestigiado, inclusive, por outros escritores, como Josias Porto, que também esteve na Flip para lançar o seu livro "Põe-te No Meu Lugar". "Além de brilhante escritor, Josias é um bom amigo", disse Robson Machado, sobre a presença do colega escritor na sessão de autógrafos de "O Andar Invisível". Para estar ainda mais próximo do público, Robson também autografou a obra em um "almoço com o autor". O encontro mais intimista com o público aconteceu no Restaurante Caramujo, bem no Centro Histórico de Paraty. Depois da participação na Flip, Robson e "O Andar Invisível" Seguem para a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, onde no próximo dia 7 o jornalista e escritor concede mais uma sessão de autógrafos. "A exemplo de ter estado na Flip, participar da Bienal Internacional de São Paulo será igualmente uma honra. Mas preciso dizer que o apoio dos parceiros nessas jornadas é imprescindível. Na Flip, "O Andar Invisível" teve o apoio da KRCS Consultoria Jurídica. Devemos sempre exaltar a quem apoia a cultura", conclui o jornalista e escritor.

terça-feira, 24 de julho de 2018

Desigualdades Urbanas

O Rio de Janeiro apresenta uma paisagem urbana que se aproxima daquelas apresentadas pelos países de mais baixo índice de desenvolvimento no mundo.
Em uma vista panorâmica na maioria das favelas do Rio, observa-se que as desigualdades mostram os problemas gerados pelas diferenças nas formas de construções de moradias e do ambiente urbano criado pelos diferentes grupos sociais.
É fácil verificar que nunca houve, por parte dos governantes, políticas públicas habitacionais, em especial associadas ao processo de favelização. Uma cidade sem projetos urbanos, marcada pela ausência da integração governamental em áreas metropolitanas.
A desigualdade entre as construções mostra a disparidade das classes sociais, que se tornou o maior problema da cidade do Rio. O estado tem sofrido muito com essas diferenças. A harmonia entre as classes acabou. Hoje, existe uma barreira entre as comunidades e os condomínios sofisticados. Ao longo dos anos, o relevo do município do Rio de Janeiro se transformou em uma paisagem com dois lados: de um lado, os prédios luxuosos, bem estruturados, com ruas bem cuidadas e com sistemas modernos de segurança; do outro, um modelo sem planejamento, com ruas estreitas e muitas delas sem saídas. Além disso, as casas nas comunidades de baixa renda são adaptadas para uma possível expansão vertical baseada no aumento familiar.
Até então, os condomínios fechados propagavam um estilo de vida seguro com lazer e conforto. Os prédios com os muros, cercas, câmeras e portões davam aos seus moradores, uma sensação de segurança. Mas a insegurança se instalou de vez. Os arrastões têm sido frequentes em bairros nobres do Rio. A cidade se dividiu e o direito de ir e vir acabou. 
Atualmente, existem dois tipos de condomínios no Rio de Janeiro, os cercados pelos moradores ou os cercados pelo tráfico. O primeiro tipo é consequência do segundo, uma solução para garantir a segurança que o governo não garante. 

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Nos braços do Cristo na Praia da Brisa


A foto de uma réplica do Cristo Redentor localizada no quiosque Point 9 na Praia da Brisa, zona oeste do Rio de Janeiro, foi vencedora do  47º Concurso de Fotógrafos do Brasil, com o tema Patriotismo. A foto foi feita pelo vice presidente do Jornal Impacto, Luiz Martins, que teve duas de suas fotos premiadas pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), onde recebeu duas certificações por suas fotos selecionadas para retratar a implementação da Agenda 2030 no país. Suas fotos representarão dois projetos: o de desenvolver infraestrutura de qualidade e o de reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles. 

O Point 9 é referência na Praia da Brisa, lá você encontra ótimas opções de comida, todos os pratos oferecidos são frescos e feitos na hora. Além de temperos e ingredientes que dão o complemento final, a qualidade da comida caseira é que faz a diferença. Eu escolhi esta foto por achar que ela representa bem os 30% dos brasileiros considerados patriotas. Em uma pesquisa feita pela Universidade de Chicago com 33 países, os americanos, venezuelanos, irlandeses e sul-africanos foram os melhores colocados. A Alemanha ainda foi contada como duas nações, a Ocidental e a Oriental. A enquete perguntava aos cidadãos seu nível de orgulho em relação a dez aspectos diferentes de seu país e, com base nesses índices, foi tirada uma média. O Brasil não participou da amostragem selecionada pela Universidade de Chicago, mas em outra pesquisa revelou que apenas 33% da população enche o peito na hora de dizer que é brasileiro.  

A Praia da Brisa, localizada entre Sepetiba e Pedra de Guaratiba, tornou-se um dos mais belos parques a beira-mar da cidade, com os seus cataventos, chuveiros, pista de Cooper, ciclovia, trailers diversificados e muito verdes. Dotada de 4 piers ancoradouros que permitem ao visitante fazer belas fotografias, a praia é entremeada por um loteamento de classe média, onde existem além dos quiosques, bons restaurantes, pousada e outras opções de lazer.

O bairro registrou grande crescimento populacional nos últimos anos, principalmente após a reforma da Praia da Brisa, que revitalizou a orla e criou um ambiente agradável para eventos. Atualmente diversos shows fazem parte do calendário no bairro, incluindo festejos de Reveillon, com queima de fogos organizada pelos comerciantes locais e pela prefeitura. No local encontram-se alguns restaurantes muito procurados pelos seus pratos de frutos do mar.

Além da caminhada ecológica, para quem gosta de fotografia, a Praia da Brisa oferece aos visitantes um belo por do sol. Próximo a Pedra e Praia da Brisa, encontra-se a Baía de Sepetiba que tem como ponto forte a restinga de Marambaia, onde fica o Centro de Avaliação do Exército (CAEX), que mantém ainda intacta e virgem grande parte da restinga, onde são realizados testes de balística, sendo mais conhecido por Campo de Prova de Marambaia, palavra que em tupi-guarani significa paliçada de guerra.  


quinta-feira, 14 de junho de 2018

Preservação da história ferroviária - Um País fora dos trilhos.


Sobrevivendo quase no anonimato, o Museu do Trem em Engenho de Dentro, zona norte do Rio de Janeiro, ainda existe graças aos heróis que trabalham tentando recuperar um patrimônio quase perdido.

Museu do Trem - Engenho de Dentro (RJ)
O local ainda não entrou nos trilhos da programação turística do Rio, e os poucos trabalhadores que estão lá estão tentando recuperar o Museu sem recursos externos. O Sr. Flávio Duarte Macedo, coordenador operacional  do Museu, já conseguiu recuperar parte da iluminação e está trabalhando na recuperação do Jardim.

Sr. Flávio Duarte na recuperação do Jardim


O outro lado do olímpico Engenhão: bens culturais em ruínas.
Ofuscado pelo Estádio Nilton Santos, o Museu do Trem, localizado na Rua Arquias Cordeiro, sobrevive quase no anonimato. Fundado em 1984, fechado duas décadas depois para a construção do estádio (erguido no terreno do museu) e reaberto no ano passado, o espaço recebe poucos visitantes e tem uma rotina tranquila, como a das máquinas que repousam em seu acervo, que durante muitos anos transportaram reis, imperadores e diversas autoridades.

Arquiteturas abandonadas e cobertas por matos
Tempos atrás, estivemos no Museu conversando com o Sr. Bartolomeu, historiador e diretor do museu. Na ocasião, ele nos informou que o local recebia poucos visitantes, pois falta apoio dos órgãos competentes. Ele mencionou que o museu precisava ser incluído nos principais roteiros turísticos organizados pela prefeitura e governo. “Além de precisarmos de uma reforma, para dar um aspecto melhor ao prédio, pois as pessoas que passam por aqui, acham que o museu está abandonado”, disse Bartolomeu.

Patrimônios cobertos por matos
Com a extinção da Rede Ferroviária Federal S.A., em 2007, o museu, que hoje tem o nome de Casa do Patrimônio Ferroviário do Rio de Janeiro, passou a ser administrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (IPHAN).

ACERVO DO MUSEU DO TREM INCLUI CARROS E DIVERSOS OBJETOS

Entre os importantes acervos do Museu do Trem, inclui a primeira locomotiva que circulou no Brasil, em abril de 1854. Trata-se da Baroneza (grafada com “z”, de acordo com a época). O nome foi dado em homenagem à Maria Joaquina Machado de Souza, esposa do Barão de Mauá, o responsável pela construção da primeira estrada de ferro do Brasil.

A velha Leopoldina caindo aos pedaços
Outra relíquia do século 19 é o carro imperial, que era utilizado pelo imperador Dom Pedro II para ir à residência de verão em Petrópolis. Foi fabricado na Bélgica, em 1886, já no fim do governo do monarca (destituído do poder três anos depois com a proclamação da república).

No acervo, também há um carro usado pelo Rei Alberto, da Bélgica, em sua visita ao Brasil, na década de 1920, quando ele foi a Minas Gerais inspecionar extração de ouro.

O vagão utilizado pelo presidente Getúlio Vargas é outro destaque do museu, que não fica apenas nos trens, mas apresenta vários objetos ligados à história ferroviária. Todos equipamentos do acervo são originais, como faróis de locomotivas, relógios de estações, equipamentos mecânicos para trens e para a construção das ferrovias.

A velha Maria Fumaça da Central do Brasil
O Museu do Trem, pela sua importância na história do Brasil, poderia ser incluído na preservação patrimonial e ser um local de visitação do Rio. Não podemos permitir que se apague uma história tão importante de nosso país.
(Por Luiz Martins)

terça-feira, 22 de maio de 2018

O outro lado da ponte

Ponte Rio-Niterói – RJ (13 290 m).

A Ponte Presidente Costa e Silva, conhecida como Ponte Rio–Niterói, tem 13 290 metros, localiza-se na baía de Guanabara, estado do Rio de Janeiro, e liga a cidade do Rio de Janeiro a Niterói. Foi a segunda maior ponte do mundo na época de sua construção.

As obras da ponte foram iniciadas em janeiro de 1969 e entregue em 4 de março de 1974, com extensão total de 13,29 km, dos quais 8,83 km são sobre a água, e 72 m de altura em seu ponto mais alto. Atualmente é considerada a maior ponte, em concreto protendido, do hemisfério sul.

Veja matérias sobre pontes aqui:

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Medalha Tiradentes ao Centro Cultural dos Correios


No dia 15 de maio de 2018, o Centro Cultural dos Correios foi homenageado com a  "Medalha Tiradentes" concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

O Projeto de autoria dos Deputados André Ceciliano e Gilberto Palmares, foi aprovado em Sessão Ordinária do dia 21 de março de 2018, na Alerj, concedido ao CCC pela suas atividades e responsabilidade pública para com o desenvolvimento social e a cidadania.

O Centro Cultural Correios é um espaço dedicado ao apoio às ações culturais de diferentes segmentos artísticos. Uma iniciativa institucional pautada pela responsabilidade pública para com o desenvolvimento social e a cidadania.

Ao lado do Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) e da Casa França- Brasil, integra o Corredor Cultural carioca graças à diversidade dos projetos selecionados em editais: teatro, música, dança, cinema e exposições de arte. Cerca de 400 mil pessoas visitam o CCC/RJ anualmente.

O prédio que hoje é a sede do Centro Cultural Correios fora construído para sediar uma escola da Companhia de Navegação do Lloyd Brasileiro. No entanto, desde sua inauguração, em 1922, no prédio sempre funcionaram as unidades administrativas e operacionais da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

Na década de 80, o imóvel foi desativado para reformas, sendo reaberto em 2 de junho de 1992, parcialmente restaurado, para receber a "Exposição Ecológica 92", evento integrante do calendário da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente - RIO 92.

A inauguração oficial do Centro Cultural Correios ocorreu em agosto do ano seguinte, com a Exposição Mundial de Filatelia - Brasiliana 93.

À área de 3.480m2, ocupada pelo prédio de estilo eclético, soma-se a da Praça dos Correios, uma área de aproximadamente 1,3 mil m² ao ar livre, com espelho d'água e o suporte de uma concha acústica.
Um elevador panorâmico, do início do século XX, liga os três pavimentos da edificação, possibilitando uma visão geral do ambiente interno.

O prédio conta com um teatro com capacidade para 200 pessoas, uma  Galeria de Arte para pequenas mostras, além de dez salas de exposições, com infraestrutura para eventos de grande porte.
O Centro Cultural Correios está vinculado à ECT - Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, empresa pública vinculada ao Ministério das Comunicações, criada em 20 de março de 1969.

A trajetória da ECT, que completará 350 anos em 2013, corresponde à história da implementação e do aperfeiçoamento dos serviços postais no país, desde o período colonial até à contemporaneidade.
(Por Luiz Martins)

sábado, 21 de abril de 2018

Boteco da Brisa

Praia da Brisa, localizada entre Sepetiba e Pedra de Guaratiba, tornou-se um dos mais belos parques a beira-mar da cidade, com os seus cataventos, chuveiros, pista de Cooper, ciclovia, trailers diversificados e muito verdes. 

Praia da Brisa - Pedra de Guaratiba (RJ)
Dotada de 4 piers ancoradouros que permitem ao visitante fazer belas fotografias, a praia é entremeada por um loteamento de classe média, onde existem além dos quiosques, bons restaurantes, pousada e outras opções de lazer.

Caminhos da Brisa
Para quem gosta de uma boa comida caseira, o Boteco da Brisa oferece ótimas opções. Dayane, responsável pelo funcionamento do Boteco da Brisa, disse que todos os pratos são frescos e feitos na hora.
Dayane no Boteco
Todas comidas aqui no Boteco são feitas na hora, com temperos e ingredientes que dão o complemento final. Acho que a qualidade da comida artesanal, é que faz a diferença — diz Dayane.

Boteco da Brisa 
O bairro registrou grande crescimento populacional nos últimos anos, principalmente após a reforma da Praia da Brisa, que revitalizou a orla e criou um ambiente agradável para eventos. Atualmente diversos shows fazem parte do calendário no bairro, incluindo festejos de Reveillon, com queima de fogos organizada pelos comerciantes locais e pela prefeitura. No local encontram-se alguns restaurantes muito procurados pelos seus pratos de frutos do mar.

Fim de tarde na Brisa
Além da caminhada ecológica, para quem gosta de fotografia, a Praia da Brisa oferece aos visitantes um belo por do sol. Fotos da Praia da Brisa já foram destaques em Fotógrafos de Brasil

Restinga de Marambaia
Próximo a Pedra e Praia da Brisa, encontra-se a Baía de Sepetiba que tem como ponto forte a restinga de Marambaia, onde fica o Centro de Avaliação do Exército (CAEX), que mantém ainda intacta e virgem grande parte da restinga, onde são realizados testes de balística, sendo mais conhecido por Campo de Prova de Marambaia, palavra que em tupi-guarani significa paliçada de guerra.  
(Por Luiz Martins).

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Atrás das Grades

Em um dos piores cenários políticos que já tivemos até hoje, e com o agravamento generalizado da falta de segurança no Rio de Janeiro, os bairros nobres da cidade estão se tornando uma prisão domiciliar.

A cada dia, aparece um sistema novo de segurança mais caro e mais sofisticado. Monitoramento pela internet, alarmes, rastreadores,  produtos de alta tecnologia e vigilância 24 horas, tudo funcionando bem enquanto o cidadão está dentro de casa, mas quando sai para a rua, nada resolve. Quanto mais sistema de segurança, menos seguro você está. Antigamente, não havia sistemas de segurança nas residências, e muitas casas não tinham nem sequer muros.

Acredito que o responsável pela situação atual do Rio foi o abandono governamental e a falta de apoio institucional aos profissionais de segurança que trabalham no estado. O que vivemos atualmente é uma ausência de políticas de segurança pública no Rio de Janeiro. 

O  que era bonito não é mais tão maravilhoso aos olhos dos cariocas.

A disparidade das classes sociais é um problema que afeta todos os estados brasileiros e o Rio de Janeiro é um dos estados que tem sofrido muito com essas diferenças. A harmonia acabou. Já existe uma barreira entre as comunidades e os condomínios sofisticados. Ao longo dos anos, o relevo do município do Rio de Janeiro se transformou em uma paisagem com dois lados: de um lado, os prédios luxuosos, bem estruturados, com ruas bem cuidadas e com sistemas modernos de segurança; do outro, um modelo sem planejamento, com ruas estreitas e muitas delas sem saídas. Além disso, as casas nas comunidades de baixa renda são adaptadas para uma possível expansão vertical baseada no aumento familiar.

Até então, os condomínios fechados propagavam um estilo de vida seguro com lazer e conforto. Os prédios com os muros, cercas, câmeras e portões davam aos seus moradores, uma sensação de segurança. Mas a insegurança se instalou de vez. Os arrastões têm sido frequentes em bairros nobres do Rio. A cidade se dividiu e o direito de ir e vir acabou. 

Atualmente, existem dois tipos de condomínios no Rio de Janeiro, os cercados pelos moradores ou os cercados pelo tráfico. O primeiro tipo é consequência do segundo, uma solução para garantir a segurança que o governo não garante. 

As discursões são muitas, mas o momento é de reflexão sobre a necessidade de um plano de políticas públicas que dê condições de moradia, além de acesso a estruturas de saúde e educação plenas a todos. Enquanto os governos não se engajarem em planejamentos capazes de reduzir as desigualdades, não haverá solução para falta de segurança.
(Por Luiz Martins)

sábado, 14 de abril de 2018

Muito além de um "Andar Invisível"

Todo mundo esconde segredos. Muitas pessoas, além de esconder os próprios segredos, também precisam manter em sigilo algumas das ações que praticam. 


O jornalista e escritor Robson Machado recebeu o público para uma noite de autógrafos do seu livro “O andar Invisível” na Fnac Barra Shopping, na Barra da Tijuca, sábado, dia 15 de abril.

Jornalista e escritor Robson Machado
O livro que já é sucesso de vendas nas principais livrarias, é uma obra de ficção de cento e noventa páginas, e aborda o lado oculto que as pessoas tentam esconder da sociedade, bem como traições, velhacarias e futricas. 

Intrigas, negociatas, amores proibidos, traições... condenáveis práticas comuns que permeiam a vida em sociedade. Mas tudo o que as pessoas que se entregam a tais práticas não querem é que suas mazelas morais sejam reveladas. Foi exatamente para atender a esse propósito que foi criado “O andar invisível”. Um lugar destinado a manter ocultas as ações censuráveis que seus autores não desejam revelar. Se um segredo em hipótese alguma pode ser descoberto, somente um lugar é capaz de garantir esse sigilo: “O andar invisível”. O livro é um romance, com uma trama recheada de práticas do cotidiano das grandes metrópoles, como o Rio de Janeiro, cidade onde a história é ambientada. 

Robson Machado com Luiz Martins do Jornal Impacto
O evento contou com diversos amigos de Robson, que estiveram na Fnac para prestigiar o lançamento de seu livro. Robson, disse ao amigo Luiz Martins do Jornal Impacto, que mais importante do que chegar a uma das maiores livrarias do país é estar entre amigos. Obrigado a todos que compareceram e fizeram na Fnac do Barra Shopping uma mágica noite de sábado, disse Robson.

Morador da Zona Oeste e autor de grandes reportagens pela Rede Record e pela Rádio Tupi, entre outras emissoras, o jornalista Robson Machado, é detentor de diversos prêmios importantes em sua carreira. Entre eles, o Prêmio Tim Lopes de Jornalismo Investigativo na categoria rádio. Robson foi o primeiro colocado pela série de reportagens “Rosas Despedaçadas”, sobre mulheres que sobreviveram à violência dentro de casa. Robson também ganhou o Prêmio Vladimir Herzog pelos seus trabalhos na área de jornalismo nacional. 

O livro " O andar invisível" já está à venda nas principais livrarias.

Camerata - Um novo Conceito de Formação de Músicos

Camerata, um projeto que tem o apoio do INPASBRA - INSTITUTO IMPACTO SOCIAL DO BRASIL, é um Projeto de formação de grupo musical com jovens e adultos à partir dos 10 anos de idade, totalmente gratuito, que será realizado no SESC Ramos (RJ).
O projeto apresentará um trabalho de oficinas musicais teóricas e práticas, que preparará os participantes, desde o  início, para a montagem do grupo musical - Camerata.

As oficinas serão ministradas em conjunto, divididas apenas por segmento (sopro, cordas e percussão). Dentre os participantes haverão iniciados na arte de tocar um instrumento e neófitos. Com o objetivo de garantir aos participantes conhecimento musical desde a execução ao instrumento até a leitura de partituras. Os participantes do projeto, serão capacitados para executarem peças musicais em apresentações e audições públicas, bem como gravações de mídias audiovisuais.

O projeto iniciará em 10/08/2011 e receberá os aspirantes durante toda sua execução.

Os integrantes participarão das apresentações que serão agendadas no decorrer do projeto, conforme suas capacitações. Serão formados grupos que executarão músicas com grau de complexidade diferenciado. Nesta fase o grupo aprenderá a Interagir musicalmente com os demais, visando a formação do grupo Camerata.

As oficinas de sopro serão ministradas pelo flautista, trompetista e saxofonista Moises Cristiano.

Os participantes desta oficina aprenderão a respirar de forma propícia para a execução do instrumento e aprenderão a produzir som; em seguida, obterão o aprendizado das escalas concernentes a cada instrumento. Após obterem estes conhecimentos, iniciarão a formação de repertório.

As oficinas de violão, cavaco e bandolim serão ministradas pelo experiente maestro Jorge Ramos e auxiliado  pelos professores Wa Oliveira e Leonel Ribeiro com metodologia inovadora que permite o aperfeiçoamento dos participantes, em um trabalho dinâmico e participativo.

Em 2 meses de projeto, jovens e adultos que nunca tiveram contato com o instrumento já poderão realizar acordes diversos e, alguns que já possuam alguma noção musical, poderão executar músicas inteiras.

O método a ser utilizado nas oficinas da Camerata já foi usado com sucesso nas oficinas de música do Grupo de Ensino Faria Brito (Oficina da Criança) nas unidades da R. Piaget, sem nº, Cond. Sta. Mônica, Barra da Tijuca e Avenida Miguel Antônio Fernandes, 751, Recreio dos Bandeirantes, na Escola Americana, bairro da Gávea, Escola Anglo-Americano no Cond. Nova Ipanema, Barra da Tijuca e também na Esc. de Música Portal Musical em Maricá.

Tal método foi desenvolvido pelo Maestro Jorge Ramos a partir de work shoppings de ritmo e som, nos anos de 1980 à 1982, ministrados pela maestrina e embaixatriz Cacilda Borges Barbosa, no Conservatório Brasileiro de Música, onde o maestro era professor e colaborador da maestrina em tal trabalho.

Este método começou a ser utilizado também em trabalho de oficina musical com população carente, com muito sucesso, na Associação de Moradores da Mangueira no ano de 1981.

Na Camerata trabalhar-se-á, primeiro o contato dos participantes com o instrumento, a memória auditiva, a coordenação mecânica e a conexão cognitiva sem leitura de partituras musicais, ou seja, trabalha-se primeiro a prática instrumental e depois insere-se a teoria musical. Devido à dificuldade maior na assimilação da teoria, trabalhamos a prática que motiva o participante a continuar o aprendizado mesmo quando o grau de dificuldade aumenta.
(Por Luiz Martins)
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