terça-feira, 20 de abril de 2021

Associação Sociocultural Semearte.

Associação Sociocultural Semearte celebra nova fase de atividades na Rocinha.


Desde 2013, a Cia Semearte, na Rocinha, transforma a vida de crianças e adolescentes moradores da maior comunidade da América Latina através da cultura. Após sete anos de atividades, o projeto se tornou a Associação Sociocultural Semearte e prepara uma grande celebração desta nova fase como ONG. Nesta quarta-feira, dia 21, às 17h, um grande outdoor do projeto será fixado na Estrada Lagoa-Barra, em São Conrado, ao som do saxofonista e professor de musicalização Alex Blois, e com a presença de alguns responsáveis pelo projeto, como a presidente Talita Santos.


Com aulas gratuitas de teatro, dança, música, TV e cinema, o Semearte contribui para o desenvolvimento humano e artístico de cerca de 100 jovens. Em razão da pandemia do coronavírus, as aulas, que antes eram realizadas na Biblioteca-Parque C4 da Rocinha, estão sendo feitas virtualmente e sem data para retomada presencial.


A Associação Sociocultural Semearte conta com o apoio da Biblioteca Parque da Rocinha, Escola de Samba Acadêmicos da Rocinha, Companhia de Navegação Norsul, Institulo Ekloos, Blois Design, Hoom Interativa, Audaz Filmes e Parabolando.


Cia Semearte.


Em 2012, por meio de uma reportagem que mostrava uma guerra na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, com crianças sendo expostas à violência, Talita Santos despertou um profundo sentimento de transformar a vida desses jovens através de um projeto social que já realizava em Belo Horizonte. Com isso, em 2013, a mineira decidiu vir para o Rio de Janeiro.

Devido aos contatos que foram feitos em sua trajetória, Talita conheceu o Bando Cultural Favelado, onde começou a realizar trabalho voluntário com crianças, devido a sua vasta experiência como pedagoga. Com o crescimento do projeto infantil, o próprio diretor viu a necessidade de Talita criar sua própria companhia, uma vez que o Bando era um projeto voltado para adultos.


A Cia Semearte, que antes carregava o nome de Cia Infantil Favelados, nasceu em 2013 durante a abertura da Jornada Mundial da Juventude-JMJ, em Copacabana. (Por Luiz Martins).
 

Fonte: Assessoria de imprensa Editora Globo - InPress Porter Novelli

Márcia Sad - marcia.sad@inpresspni.com.br

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Bondinho Pão de Açúcar doa mais 3 toneladas de alimentos

Em um ano, o parque soma o total de 13 toneladas de alimentos e materiais de higiene pessoal doados para profissionais do setor.

Crédito: Divulgação Bondinho

O Bondinho Pão de Açúcar doará 200 cestas básicas para apoiar os profissionais autônomos do setor em situação emergencial, da cidade do Rio de Janeiro, que trabalham com atrações turísticas e foram diretamente atingidos nesta crise gerada pela pandemia da Covid-19. A distribuição será realizada nesta segunda-feira, 12 de abril, no Bondinho Pão de Açúcar e no Museu da República.

Crédito: Divulgação Bondinho

Iniciativas como essa também aconteceram em 2020. Em um ano, o Bondinho Pão de Açúcar soma o total de 13 toneladas de alimentos e materiais de higiene doados para guias de turismo da cidade do Rio de Janeiro. Mais uma vez, a ação é realizada com o apoio do site O Guia Legal, da Associação de Guias Motorizados do Rio de Janeiro (GUIAR) e da Liga Independente dos Guias de Turismo (LIGUIA), responsável pela seleção das 200 famílias que serão beneficiadas. Para receber a cesta, os guias turísticos deverão estar inscritos na CADASTUR - Ministério do Turismo. Os profissionais beneficiados receberão um e-mail de confirmação informando a hora e o local exato para retirada da sua cesta com mais de 15 quilos de produtos.

Crédito: Divulgação Bondinho

A distribuição das cestas será feita na entrada do parque e no Museu da República, ambos em local aberto. Todos os profissionais estarão com máscaras, utilizarão álcool gel e as cestas serão higienizadas.

"Vivemos um momento difícil e sabemos da importância em apoiar esses profissionais que são fundamentais para o setor do turismo. A doação das cestas básicas foi uma forma que nós, do Bondinho Pão de Açúcar, encontramos para oferecer um auxílio às pessoas que foram impactadas diretamente pela crise gerada por conta da pandemia e que, no momento, não estão podendo exercer suas funções de maneira integral", comenta Sandro Fernandes, CEO do Bondinho Pão de Açúcar.

O Bondinho Pão de Açúcar incentiva que outras instituições, empresas de turismo e pessoas físicas também façam as suas doações para ajudar a esses profissionais tão importantes para o setor do turismo, a fim de atingir a marca de 1.000 cestas básicas e ajudar um número ainda maior de guias de turismo. Quem quiser doar, pode entrar em contato pelo e-mail liguia@liguia.org.br para obter mais informações sobre como ajudar. (Por Luiz Martins)

Fonte: Imprensa Bondinho (juliane.martins@fsb.com.br) 

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Reflorestamento da maior área urbana do mundo

Uma das maiores unidades de conservação em área urbana do mundo, o Parque Estadual da Pedra Branca, na Zona Oeste da capital fluminense, está passando por reflorestamento numa área castigada por incêndios no bairro de Realengo. Os trabalhos são coordenados pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão vinculado à Secretaria do Ambiente e Sustentabilidade. 

Parque Estadual da Pedra Branca - Foto: Luiz Martins

A restauração florestal é realizada numa região do núcleo Piraquara do parque, que, ao todo, possui 12.500 hectares de área e abrange partes de 17 bairros do Rio. Desde 2015, quando o plantio de mudas começou a partir da iniciativa de uma moradora do entorno do parque, já foram recuperados seis hectares com o plantio de 5.500 mudas de espécies da Mata Atlântica. 

Parque Estadual da Pedra Branca - Foto: Luiz Martins

A atividade ganhou fôlego e, só no dia 11 de março, foi realizado o plantio de 300 mudas e de cem sementes de espécies da Mata Atlântica, dentre as quais, Açoita-Cavalo, Pau-Pólvora, Bacupari, Pitanga, Aroeira Pimenteira, Ingá, Mutamba, Guapuruvu e Pau-d’Alho. 

Parque Estadual da Pedra Branca - Foto: Luiz Martins

A expectativa é plantar, até o final do ano, cerca de 1.500 mudas. O mutirão para as restaurações florestais conta com voluntários que atuam na trilha Transcarioca, do Centro Excursionista Guanabara e do grupo Voluntários Engajados; as mudas são doadas pela Companha Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). 

Ao longo do Rio Piraquara e de suas nascentes, o Inea também realiza a reintrodução do palmito Jussara, espécie ameaçada de extinção. Já foi realizado o plantio de 35 mudas, e a previsão é chegar a cem mudas até o final do ano. 

O primeiro reflorestamento do Parque foi em 2010, quando o Jornal Impacto registrou as plantações de árvores no local. O projeto recebeu o nome de "Carbono Zero na Campanha 2016" e teve como objetivo a neutralização das emissões de gases poluentes gerados pelas obras para realização dos jogos olímpicos que aconteceram na cidade do Rio de Janeiro.

Parque Estadual da Pedra Branca - Foto: Luiz Martins

A região é protegida desde 1974, quando foi criado o Parque e guarda o ponto mais alto da cidade do Rio de Janeiro, o pico da Pedra Branca, com 1024m de altitude. É o maior parque natural urbano do mundo com sua área de 80 Kms de diâmetro.

As Rochas, a Flora e a Fauna.

O Pico da Pedra Branca, ponto culminante da cidade, pode ser avistado de qualquer parte dos bairros de Bangu, Realengo e da região da Barra da Tijuca, principalmente no litoral do Recreio dos Bandeirantes e adjacências.

No Parque há também a famosa Pedra do Osso, que tem 20 metros de altura e desafia a gravidade se "equilibrando" na vertical. A formação rochosa despertou a curiosidade das pessoas por se “equilibrar” verticalmente sobre o solo e parecer desafiar a gravidade. De acordo com geólogos, a pedra foi formada há mais de 500 milhões de anos. A rocha se formou há 513 milhões de anos lá embaixo, apareceu na superfície há cerca de 100, 200 mil anos e vem se esculpindo desde então pela erosão.

Pedra do Osso - Foto: Luiz Martins

A recuperação da Mata Atlântica nesse trecho de Realengo trouxe de volta uma espécie da fauna que há muito não era vista nessa localidade: o tucano-de-bico-preto (Ramphastos vitellinus): - O tucano-de-bico-preto (foto abaixo) é o principal dispersor de sementes do palmito Jussara. Com o aumento da oferta de alimento, devido ao reflorestamento, haverá crescimento da população dessa espécie de ave.

Tucano de bico preto - Foto: Luiz Martins

O Parque é encoberto por vegetação típica da Mata Atlântica (cedros, jacarandás, jequitibás e ipês), a qual serve de abrigo a uma generosa fauna composta por jaguatiricas, preguiças-de-coleira, tamanduás-mirins, pacas, tatus, lagartos, capivara, macaco prego, ouriços, tucanos, jacus, inhambus e cotias.

Macaco Prego - Foto: Luiz Martins

O Parque Estadual da Pedra Branca está presente nos bairros de Vargem Grande, Vargem Pequena, Barra de Guaratiba, Campo Grande, Santíssimo, Senador Camará, Padre Miguel, Bangu, Realengo, Sulacap e Taquara, entre outros. Neste ano, a Organização das Nações Unidas (ONU) deu início à “Década da Restauração de Ecossistemas (2021/2030)”, lançada com o objetivo de incentivar a união de esforços para recuperar florestas pelo mundo. (Por Luiz Martins) 

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Palácio da Justiça contra Covid-19

O Museu da Justiça – Centro Cultural do Poder Judiciário fica no antigo Palácio da Justiça, localizado no centro histórico do Rio, junto à Praça XV, é 19º ponto de vacinação na cidade do Rio de Janeiro. 

Foto: Luiz Martins

A vacinação está sendo feita no histórico Salão do Tribunal do Júri. A entrada principal para acesso ao posto de vacinação é pela Rua Dom Manuel, 29, mas pessoas com dificuldade de locomoção entrarão pelos fundos do prédio, onde há elevadores. Serão quatro pontos de vacinação no Salão do Tribunal do Júri.

Foto: Luiz Martins

A vacinação segue o calendário e critérios da Secretaria Municipal de Saúde, com atendimento às mulheres das 8h às 13h e aos homens das 13h às 17h. É preciso apresentar documento oficial de identidade, número do CPF e, se tiver, caderneta de vacinação. O comprovante de vacinação deverá ser guardado e apresentado quando chegar a hora de tomar a segunda dose da vacina.

Foto: Luiz Martins

Para o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira, a Justiça fluminense está fazendo a sua parte em benefício dos cidadãos. “É um prazer e uma alegria muito grande para o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro participar da vacinação contra o coronavírus. 

Foto: Luiz Martins

A atuação do Judiciário tem que se pautar pela prestação de serviço à sociedade, buscando a pacificação social. Na medida em que a gente contribui para a vacinação, isso significa que haverá menos pessoas buscando internações. 

Foto: Luiz Martins

Essa medida nossa em parceria com a Prefeitura é de grande valia”, ressaltou o presidente do TJ. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, agradeceu a parceria e ressaltou a importância da vacinação. (Por Luiz Martins)

quinta-feira, 18 de março de 2021

Rio Pela Vida

 Abrasco - Associação Brasileira de Saúde Coletiva, lançou nesta quinta (18/03) a campanha #RioPelaVida

Campanha Rio Pela Vida

A campanha contou com diversas representações da sociedade civil – lideranças culturais, religiosas, políticas, comunitárias, sindicais, empresariais, científicas e profissionais de saúde – participaram do lançamento da campanha Rio Pela Vida, transmitida pela TV Abrasco. O movimento pretende sensibilizar a sociedade do estado do Rio de Janeiro para a necessidade de salvar vidas e conter o colapso nos municípios fluminenses.

Campanha Rio Pela Vida.

A presidente da Abrasco, Gulnar Azevedo, participou do evento, e afirmou que “A pandemia está sem controle no Brasil”. A epidemiologista reproduziu a fala de Wellington Dias, governador do Piauí e coordenador da Frente Nacional dos Governadores: se nada for feito, o país pode chegar a 4 mil óbitos por coronavírus por dia. “É inaceitável. Precisamos brigar pelo auxílio emergencial, para que as pessoas sigam o que a ciência manda: ficar em casa”, afirmou Gulnar.

Margareth Dalcolmo, médica pneumologista e pesquisadora da Fiocruz, disse que o Rio de Janeiro precisa se precaver, para não viver um abril pior ainda que março: “O estado do Rio pode ter uma situação muito mais dramática. Estamos no pior momento da pandemia de Covid-19. Os hospitais estão cheios, profissionais exaustos. Leitos ocupados. Precisamos de ajuda, de consciência, colaboração de toda a sociedade”.

A live de lançamento da campanha foi mediada pelo jornalista Roberta D’Ávila, e contou com falas de Rodrigo Oliveira, secretário de Saúde de Niterói e presidente do Conselho de Secretários de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (COSEMS-RJ); Paulo Gadelha, ex-presidente da Fiocruz e presidente da Abrasco (2005-2006);  Lúcia Xavier, coordenadora geral da Organização Criola; Itamar Silva, coordenador do Grupo ECO, Morro Santa Marta; Rubem César Fernandes, antropólogo e diretor executivo do Viva Rio; Padre Joaquim Paim, da Paróquia N.Sra. do Pillar, em Duque de Caxias; Pastor Neil Barreto, da Igreja Batista Betânia, de Sulacap; Pai Adailton Moreira, Babalorixá do terreiro de candomblé Ilê Omijuarô; e do cineasta Zelito Viana.

Clique e assine o manifesto Rio Pela Vida.

Assista à gravação do lançamento da campanha: #RioPelaVida

(Por Luiz Martins)

quinta-feira, 4 de março de 2021

Comunidades e seus projetos sociais perdidos

Protestos, queimas de ônibus, invasão de trens da SuperVia e fechamento de ruas - Toda semana, acontecem casos assim em algum lugar do Rio. Resultado da ausência do Estado nas comunidades, onde os espaços foram ocupados por outros coordenadores.

Carro incendiado em uma comunidade do Rio - Foto: Luiz Martins

Há 25 anos, me envolvo com projetos sociais nos bairros do Rio. No ano de 1996, a convite do jornalista Elias Ribeiro, comecei a participar de projetos sociais. Com intuito de enaltecer nossos projetos, criamos o Jornal Impacto

Muitas coisas aconteceram desde então, o Impacto se tornou o maior jornal de bairro do Brasil, sendo copiado por outros jornais, que usaram até o nosso nome, consequentemente, há vários jornais Impacto na busca do Google.

Porém, o nosso Impacto continuou com o seu prestigio e deixou de ser um jornal de bairro. Hoje, ele é compartilhado por 8 países, tendo leituras diárias acima da média, sendo que nos Estados Unidos tem o dobro de leitores do Brasil.

Com o apoio do Impacto, nossos projetos foram destaques e serviram como base para outros grandes projetos como o CVT da FAETEC, por exemplo. O CVT foi baseado em um projeto nosso chamado "Conectando a Comunidade".

Com os projetos em destaques, vieram as parcerias e criamos uma ONG para os recursos implantados nos projetos sociais. O projeto evoluiu e a ONG se transformou em um Instituto, sendo hoje o INPASBRA - Instituto Impacto Social do Brasil.

Sendo o autor de diversos projetos importantes desenvolvidos nas comunidades do Rio, o diretor do Impacto recebeu o título mais relevante pelos projetos sociais, o de Comendador Social do Brasil. O referido título é dado após a indicação e aprovação de uma comissão formada por jornalistas, representantes de igrejas, ONGs e representantes de associações de moradores, entre outros.

Nesses longos anos, trabalhamos em diversas comunidades do Rio, com diversos projetos em bairros como Honório Gurgel, Irajá, Guadalupe, Costa Barros, Pavuna, Nilópolis, Mesquita, Anchieta, Nova Iguaçu, Miguel Couto, Nova Sepetiba, Sepetiba, Praia da Brisa e Pedra de Guaratiba. Nos projetos, tivemos e ainda temos o apoio de empresas, professores, médicos, advogados, enfermeiros, padeiros, assistentes sociais, entre outros profissionais que confiam em nosso trabalhos.

Entre as empresas  parceiras, destacamos a Katrium Indústrias Químicas S.A, que está com a gente desde o início. Nesse caso, há uma cooperação mútua, pois o Impacto participa no apoio aos projetos sociais da empresa desde a antiga Pan Americana S/a Indústrias Químicas. Este apoio vai desde a participação a auditoria dos trabalhos desenvolvidos nas comunidades.

Entre os diversos projetos que desenvolvemos, alguns tiveram grandes destaques, recebendo moções e premiações. Os mais reconhecidos:

1.Conectando a Comunidade - cursos de Informática voltados para as comunidades carentes. Este projeto serviu como referência para criação de outros projetos semelhantes nos municípios do Rio.

2.Padaria Comunitária - cursos de Padeiro, com a distribuição e venda de pães a preço de custo, para os moradores e empresas localizadas  nas próprias  comunidades.

3.Integração da diversidade racial e cultural do novo mundo (Sociedade Latina Americana de estudos sobre América Latina e Caribe).

4. Inclusão da temática "História e Cultura Afro-brasileira" no currículo da Rede de Ensino Fundamental e Médio nas Instituições Públicas e Privadas.

5.Projeto musical "Talentos e Novos Talentos", em parceria com a MUSITEC (Produtora Musical), realizando concursos de novos talentos da música brasileira nas comunidades e apresentados no CANAL 6 da NET.

6.Plantando para Sobreviver - Plantação de árvores ornamentais e frutíferas de pequeno e médio porte em locais como escolas e vias públicas. Tendo como principal objetivo, a proteção do solo, recuperação do oxigênio e a neutralização dos gases de efeito estufa que agravam o aquecimento global.

Alunos da ETEJLN plantando árvores - Foto: Luiz Martins

7.O Lúdico na Educação Ambiental - Com o apoio do Sebrae, o projeto Recicla Três Rios, teve como principal objetivo promover uma reflexão  sobre os problemas ambientais, junto aos educadores da rede pública do município de Três Rios, através da utilização de  Técnicas de Dinâmica de Grupo, como  uma alternativa metodológica que possibilitasse o envolvimento destes educadores no Projeto Recicla Três Rios.

8.Praia para Todos - Apoio ao projeto que disseminou o conceito de acessibilidade nas praias do Rio e em todo o Brasil. Atualmente, este projeto é referência no mundo. Um projeto idealizado pelo Instituto NovoSer, em 2008, com objetivo de desenvolver uma infraestrutura acessível para as pessoas com necessidades especiais poderem acessar as praias da cidade do Rio de Janeiro.

Praia de Ramos - Foto: Luiz Martins

Apoio aos projetos de preservação ambiental em comunidades do Rio, tais como: "Guaratiba em Movimento", um projeto visando a revitalização local no bairro Pedra de Guaratiba, Rio de Janeiro - RJ.

Foto: Luiz Martins

Além disso tudo, entre destaque e reconhecimentos, estamos contribuindo também para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável(ODS) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Desigualdades - Foto: Luiz Martins

Ao longo desses anos envolvidos nas comunidades, conhecemos diversas pessoas trabalhadoras, honestas e que se envolveram nos trabalhos sociais nos dando apoio. A maioria dos projetos foi perdido por causa dos bandidos (traficantes e milicianos) que tomaram conta dessas comunidades.

Por isso, podemos afirmar com certeza, moradores não fazem protestos, não invadem trens da SuperVia, não queimam ônibus e nem fecham ruas. Quem faz tudo isso é bandido. (Por Luiz Martins). 

sábado, 27 de fevereiro de 2021

Moradores de Bangu lutam por um centro cultural

Moradores de Bangu, na Zona Oeste do Rio, querem transformar uma antiga casa do bairro em centro cultural e histórico. O imóvel pertenceu ao famoso empresário de Bangu, Guilherme da Silveira Filho, o Dr. Silveirinha, que foi ministro da Fazenda e presidente do Banco do Brasil em mais de uma oportunidade.

A antiga casa fica nesta área verde - Foto: Luiz Martins

Dr. Silveirinha também foi o fundador da Fábrica de Tecidos Bangu e presidente do Bangu Atlético Clube. Foi ele, inclusive, o responsável pela construção do estádio de futebol do time, que, oficialmente, leva seu nome, mas ficou popularmente conhecido como Moça Bonita.

A antiga fábrica se transformou no Shopping Bangu - Foto: Luiz Martins 

O atual dono do imóvel diz que aceita a proposta, mas que precisa negociar com a prefeitura. Contudo, a situação atual encontrada no interior do prédio contrasta com a rica história do local. O mato e as árvores crescem no terreno escancarando o estado de degradação e abandono do patrimônio. O telhado está cheio de troncos de árvores e a fachada parcialmente pichada.

O sítio é coberto por árvores - Foto: Luiz Martins

Com mais de uma década de luta para transformar a casa em ponto cultural para a população, o movimento “Pró-casa do Silveirinha” ressalta o valor histórico do empreendimento e o potencial para educar as crianças e adolescentes do bairro.

A antiga casa de Silveirinha fica do lado da Igreja Santa Cecília - Foto: Luiz Martins

“Aqui foi uma casa que recebeu presidente da República, como Getúlio Vargas, Luís Carlos Prestes, Dutra, e até o xá do Irã. Nós queremos preservar essa memória e fazer um lugar em que a gurizada possa aprender uma percussão, um violão, um piano“, diz Wladimir Mutt, líder do movimento sobre importância de transformar o espaço.

O movimento ganhou o apoio até da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que prometeu levar o projeto à Prefeitura do Rio.

Rua Oliveira Ribeiro - Foto: Luiz Martins

“Uma comunidade que tem uma história linda, uma história importante para o Rio de Janeiro, e que quer transformar esse espaço num espaço cultural e num espaço de vivência onde a comunidade possa conviver, passear com as crianças em segurança e que revitalizará, com certeza, essa região”, diz o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz.

Para Alicinha Silveira, uma das filhas do Dr. Silveirinha, a intenção de transformar o casarão em um centro de arte tem o objetivo de resgatar e preservar a memória do bairro, que está diretamente atrelada a história do Rio e do Brasil. (Por Luiz Martins).

Fonte: Diário do Rio 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Justiça e desigualdade social

Há muitos anos, eu registro as desigualdades nas comunidades, assim como já participei de diversos projetos sociais. Tudo isso me deu alguns títulos, inclusive o de Comendador Social, considerado um dos mais significantes.

Foto: Luiz Martins

Recentemente, participei de um programa em uma Rádio comunitária, onde foi  comentado sobre minhas premiações no PNUD da ONU, e me foi perguntado o que eu considero como a maior desigualdade nas comunidades no Brasil.

Foto: Luiz Martins

Minha resposta foi, eu considero como a maior desigualdade no Brasil, a "Justiça". A justiça tem bons olhos para quem tem um milhão e é cega para quem tem um tostão. O conceito de justiça deveria estar relacionado às desigualdades sociais, com ações voltadas para a resolução desses problemas.

Foto: Luiz Martins

Como conceito, a justiça social parte do princípio de que todos os indivíduos de uma sociedade têm direitos e deveres iguais em todos os aspectos da vida social. Mas, na realidade, não é bem assim que acontece.

Foto: Luiz Martins

No Brasil, o acesso à justiça é desigual. A desigualdade está relacionada às facilidades e disponibilidades que a população possui para acionar o Judiciário.

Enquanto a classe desfavorável não tem acesso a justiça, outras classes já privilegiadas não precisam responder pelos seus crimes.

No dia 24/2, a Câmara dos Deputados votou a admissibilidade da PEC 3/21 que determina que a prisão em flagrante de deputados e senadores só poderá ser decretada se estiver relacionada a crimes inafiançáveis listados na Constituição como racismo e crimes hediondos. Entre outras coisas, a PEC quer vetar a possibilidade de um ministro do Supremo Tribunal Federal decretar a prisão cautelar de um parlamentar. Na prática significa impunidade aos políticos.

Desigualdade de oportunidade significa desiguais condições de tratamento e discriminação. O nome disso é "Injustiça". (Por Luiz Martins) 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Recreio, entre o rural e o urbano

Entre o rural e o urbano, Recreio dos Bandeirantes na zona oeste do Rio, pode se tornar uma área de interesse ambiental.

Foto: Luiz Martins

Recreio conta com muitas chácaras, sítios, ranchos e ainda é uma região que mantém a preservação do meio ambiente.

Preocupado com as construções desordenadas no bairro, o vereador Rogério Amorim quer que o Recreio torna-se uma área de interesse ambiental. O vereador Rogério Amorim (PSL) protocolou projeto que torna todo o bairro do Recreio dos Bandeirantes uma Área de Especial Interesse Ambiental. O projeto tem o escopo de desenvolver políticas e programas de proteção das condições do meio ambiente e preservar a qualidade de vida no bairro, que hoje tem mais de 80 mil moradores em cerca de 38 mil residências. A área do bairro da Zona Oeste, estimada em 32 metros quadrados, é conhecida no Brasil todo como local de rios, lagoas e florestas tropicais densas, além de grande extensão de praia.

Foto: Luiz Martins

Para o vereador, é óbvio que a cidade está crescendo rumo à Zona Oeste e é exatamente por isso que deve-se fazer um planejamento com sustentabilidade – com o objetivo de não diminuir a qualidade de vida.

Não queremos que a região deixe de se desenvolver, ter novas moradias e novo comércio, longe disso. Mas queremos que a riqueza em recursos naturais que valoriza tanto o bairro seja, sim, preservada – esclarece Rogério.

Um dos tópicos do projeto é justamente o de criar ferramentas para potencializar as características “verdes” da região.

Foto: Luiz Martins

Você pode criar atrações turísticas, por exemplo, nas lagoas, como acontece com a Ilha da Gigóia na Barra. Mas para isso não pode haver despejo de esgoto em rios e lagoas, senão não há turismo e geração de renda e empregos – diz. – E conter devastação de floresta é também uma forma de conter favelização e manter a valorização de imóveis no bairro. (Por Luiz Martins)

Fonte: Diário do Rio

O Rio que o Rio não merece

 A cidade do Rio de Janeiro cresceu em meio a seus cenários naturais, entre o mar e a montanha.

Vista do Pão de Açúcar - Foto: Luiz Martins

Suas belezas são admiradas, quando caminhamos pelas ruas e pelo Centro Histórico, pelo litoral ou contemplamos a Baía de Guanabara do alto dos mirantes.

Vista do Mirante Dona Marta - Foto: Luiz Martins

As grandes áreas verdes das reservas ecológicas, dos parques e jardins conduzem para um contato com a natureza carioca.

Vista do Aterro do Flamengo - Foto: Luiz Martins

A cidade do Rio de Janeiro é dona do maior parque urbano do mundo, o Parque Estadual da Pedra Branca.

Parque Estadual da Pedra Branca - Foto: Luiz Martins

Entretanto, a cidade, como a maioria das grandes metrópoles, enfrenta sérios problemas ligados às questões ambientais. São situações que atingem as diversas regiões do Rio, como a qualidade do ar, o saneamento básico e qualidade da água atual de consumo.

Vista do Alemão - Foto: Luiz Martins

A falta de tratamento da rede de esgotos, a grande quantidade de lixos e de entulhos diversos deixados pelos próprios moradores são outras causas que prejudicam a cidade. Problemas agravados pelo arranjo geográfico dos bairros e pela aglomeração populacional.

Rua da escola municipal em Bangu - Foto: Luiz Martins 

Boa parte dessas situações interliga-se não apenas ao caráter ambiental, mas às contradições sociais que incluem a questão das diversas favelas do Rio. Somado a tudo isso, ao longo de sua história, a cidade do Rio de Janeiro nunca enfrentou tantas crises  como tem enfrentado nos últimos anos. O Rio vive nos últimos 4 anos, o pior momento da sua história, causado pelos seus governadores.

Alemão (RJ) - Foto: Luiz Martins

O cenário atual da cidade não combina com o cenário de sua beleza. Ainda assim, a cidade do Rio sempre foi um lugar de criatividade e grandes oportunidades de desenvolvimento pessoal e econômico.

Praça Mauá - Foto: Luiz Martins

A cidade foi palco de dois grandes eventos, a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. Como legado, a cidade teve grandes obras de infraestrutura como a vitalização da Zona Portuária.

Rio Star - Foto: Luiz Martins

O VLT implantado no centro da cidade foi também um grande avanço de infraestrutura. O VLT é um transporte mais barato do que o metrô e é sustentável. O VLT foi implementado por Eduardo Paes com uma visão de futuro. Um projeto que deveria ser exemplo nos projetos de integração dos transportes públicos no Rio.

Zona Portuária - Foto: Luiz Martins

Faltam ações administrativas e implementação de políticas públicas por meio de projetos que promovam maior consciência no trato desta cidade tão bonita. (Por Luiz Martins)

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