segunda-feira, 14 de junho de 2021

Uerj lança livro gratuito sobre política de interiorização da universidade

O livro é um registro histórico do processo de expansão da Universidade para além do campus do Maracabã em direção ao interior do Estado. 

Foto: Divulgação

A Editora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (EdUerj) lança de forma gratuita, na próxima terça-feira (15/06), em sua página do Facebook, o e-book“Política de Interiorização da Uerj: atores, ações e memórias”. O livro, que é um registro histórico do processo de expansão da Universidade rumo ao interior, é indicado para gestores, docentes, técnicos, estudantes e todos aqueles que se interessam por história institucional. 

Foto: Divulgação

Para a autora Tatiane Alves Baptista, professora do Instituto de Educação Física e Desportos e diretora adjunta do Centro de Estudos Estratégicos e Desenvolvimento (CEED), a obra atende à necessidade de registrar o passado da Universidade e ajudá-la no processo contínuo de expansão. 

Este é um documento que sinaliza, de maneira sistematizada e com lógica temática, como foi que a interiorização começou”, esclarece Tatiane. 

 Ao longo de seus mais de 70 anos, unidades da Uerj em outros municípios foram sendo criadas. Hoje, a universidade também está presente nos municípios de São Gonçalo, Duque de Caxias, Resende, Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis e Ilha Grande. 

“O livro apresenta a incorporação da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF), da Faculdade de Formação de Professores (FFP) e do Instituto Politécnico do Estado do Rio de Janeiro (IPRJ). E também, o surgimento da Faculdade de Tecnologia (FAT) e como a Ilha Grande passou a ter um campus de pesquisa. Hoje, há o objetivo de expandir ainda mais a Universidade, com criação de novos campi, e muitos dos projetos do presente são inspirados no passado”, aponta a pesquisadora. 

Foto: Bruna Paula

A obra aborda ainda a relevância do cenário social e político da época para o que se sucedeu na Universidade. Temas como a redemocratização e a rearticulação da sociedade civil são debatidos, mostrando suas implicações no processo de interiorização da Uerj. Entre os principais assuntos, há a análise do Internato Rural de Medicina, explicando por que a área de Ciências Médicas foi pioneira no projeto, assim como um olhar para o futuro, falando sobre a criação do CEED e sua atuação para a constante expansão da Uerj. 

A pesquisadora também explica que a ideia para o livro surgiu quando ela começou a trabalhar no CEED e percebeu que a Universidade possuía uma história riquíssima, mas não documentada. 

Na época, eu montei um projeto e submeti à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), que o financiou. Realizei uma série de entrevistas com os atores envolvidos, resgatando suas memórias e os mais diversos relatos, todos com muita emoção, que nos ajudam no autoconhecimento da Uerj, conclui. (Por Luiz Martins)

Fonte: Diário do Rio, UERJ.

sábado, 5 de junho de 2021

RIOMEIO AMBIENTE

No Dia Mundial do Meio Ambiente, foi lançado no Museu do Amanhã o Plano de Desenvolvimento Sustentável. Um pacote climático com metas para próximas décadas e Rio+30 Cidades como marco.

Museu do Amanhã - Foto: Luiz Martins

O Secretário municipal do Meio Ambiente, Eduardo Cavaliere diz que são medidas de esperança, que incluem a criação de novas florestas, enquanto se combate a expansão urbana irregular. 


Expansão Urbana Irregular - Foto:Luiz Martins

RIO - Num Rio desafiado por dramas como deslizamentos, enchentes e tragédias como a da última quinta-feira, quando um prédio irregular desabou em Rio das Pedras, pensar num futuro em que essas vulnerabilidades sejam reduzidas é um dos pontos centrais de um pacote climático que a prefeitura anuncia neste sábado, Dia Mundial do Meio Ambiente, no Museu do Amanhã. Secretário municipal de Meio Ambiente, Eduardo Cavaliere explica quais são as ambições, que incluem como marco a realização do evento Rio+30 Cidades, em março de 2022, e apresenta um Plano de Desenvolvimento Sustentável e Ação Climática (PDS), que estabelece metas até 2030 e 2050. 

Construção Urbana Irregular - Foto: Luiz Martins

Conforme evoluímos nessa política, quando a gente aponta para essa restauração, colocamos no plano, de forma ambiciosa, que até 2030, além de cuidar e manter de nossos 3.200 hectares já reflorestados pela secretaria no Rio, vamos consolidar mais 1.200 hectares selecionados entre as áreas verdes mais maduras com potencial de se transformarem em florestas. Na Zona Oeste, por exemplo, a pressão de avanço da cidade é muito forte. Serão criadas quatro florestas na região, num corredor verde do Maciço de Gericinó à Serra de Inhoaíba, incluindo a Serra da Posse e a Floresta do Camboatá (o que encerraria de vez a polêmica sobre o autódromo de Deodoro). Além de (conter o) risco de pressão imobiliária, contemplamos questões como proteção de nascentes. É uma forma também de promover o acesso das pessoas aos recursos naturais.

Parque do Gericinó - Foto: Luiz Martins

O pacote aponta algumas regiões que estão mais suscetíveis, por exemplo, às mudanças de marés, que são desdobramentos dessa emergência climática. Esse aumento do nível do mar impacta muito nas nossas bacias, nos rios e lagoas. A Baía de Sepetiba, em dia de maré alta, hoje já avança no território. Precisamos tratar as regiões mais suscetíveis como prioritárias nos debates de política habitacional ou atendimento àqueles que mais precisam. As Vargens e Rio das Pedras? Têm risco. O Jardim Maravilha (em Guaratiba) é o maior problema de alagamento da América Latina.

Baía de Sepetiba - Foto: Luiz Martins

Rio 92 e Rio+20 foram conferências da ONU, entre nações, cada uma com seu marco simbólico. Rio+30 será uma conferência de grandes cidades, na última semana de março de 2022. No mesmo ano, acontece Estocolmo+50, que será a conferência das nações da ONU para discussão climática.  Estocolmo não é o melhor lugar para tratar assuntos como o avanço em saneamento em grandes cidades. O Rio é. A Rio+30 consolida conquistas da Rio+20 e sinaliza um passo adiante. A discussão agora é implementação. E implementação acontece nas cidades. 

Praça Mauá - Foto: Luiz Martins

Nunca foi tão estratégico para as cidades discutir parques, espaços verdes, áreas de lazer e convívio em locais abertos. O Rio tem muitos desses espaços, mas precisa ter mais, principalmente nas zonas Norte e Oeste. Estamos fazendo um projeto do Parque de Realengo e planejamos um parque no Engenho de Dentro. 

Parque Pedra Branca - Foto: Luiz Martins

Também está sendo discutido o Parque Sustentável da Gávea. Depois da pandemia, o debate de parques urbanos ganhou uma importância estratégica para qualquer cidade, diz o Secretário municipal do Meio Ambiente, Eduardo Cavaliere.

(Por Luiz Martins).

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Rio Star terá horário ampliado no feriado

Rio Star (Roda-gigante) terá horário ampliado no feriado de Corpus Christi. 

Rio Star - Foto: Luiz Martins

Em função do feriado de Corpus Christi que acontece na próxima quinta-feira, 3 de junho, a roda-gigante Rio Star resolveu ampliar o horário de atendimento. Entre os dias 3 e 6 de junho a atração funcionará das 10h às 20h. O objetivo da ação é proporcionar aos visitantes uma experiência mais ampla, com a possibilidade de aproveitar ao máximo o dia.

Além do horário estendido, quem for na Rio Star em um desses dias aproveitará a promoção O Dobro de Felicidade, em que os visitantes podem dar duas voltas na atração pelo preço de uma. As voltas devem ser realizadas na mesma visita e não são consecutivas.

Do alto da Rio Star, é possível apreciar diversos marcos do Rio de Janeiro, como o Cristo Redentor, o Museu do Amanhã, o morro do Pão de Açúcar, a Cidade do Samba, a ponte Rio-Niterói, a Baia de Guanabara, entre outros. Além da vista panorâmica, a atração conta com a Star Cafe, um espaço que oferece diversas opções de alimentos e bebidas e a Star Shop, onde é possível encontrar canecas, camisetas, copos e outras opções de presente, e garantir uma lembrança da Rio Star.

Vale ressaltar que para acessar a roda-gigante os visitantes que forem de VLT devem descer na estação Cidade do Samba e quem for de carro pode utilizar o estacionamento do edifício AQWA Corporate com diária de R20,00.

A Rio Star reforça o compromisso com a saúde dos colaboradores, visitantes e da população da cidade, seguindo todos os protocolos de segurança e higiene recomendados pelos órgãos competentes. Além disso, criou o programa Visita Segura, que engloba outras medidas para a atração, como cabine exclusiva para até 4 pessoas do mesmo grupo, controle de fila para manter o distanciamento de 2m entre as pessoas, a desinfecção constante das cabines e priorização de pagamento sem contato físico.

Serviço:

Rio Star

Horário de funcionamento: Todos os dias, exceto quarta-feira, das 10h às 18h.

Horário de Funcionamento especial: 3 a 6 de junho, das 10h às 20h

Endereço: Av. Rodrigues Alves, 455 - Santo Cristo, Rio de Janeiro

Site: https://riostar.tur.br/

Promoção: Os ingressos podem ser comprados online, por meio do site da Rio Star (riostar.tur.br), ou direto na bilheteria no local. As voltas devem ser realizadas na mesma visita e são não consecutivas.

Ingressos a partir de R35,00. 

Fonte: Danielle Vieira (danielle.vieira@maquinacw.com)

terça-feira, 1 de junho de 2021

Dia Nacional da Imprensa

Dia 01 de junho é comemorado o Dia Nacional da Imprensa.


Desde 1996 - Sempre divulgando o Rio

Um pouco desacreditada nos dias atuais, a Imprensa sempre teve um papel importante na sociedade e na formação de opinião pública. Partindo da necessidade da informação ao longo dos tempos, desde os desenhos das cavernas, passando pela história oral, pelos idos de Moisés, pela transmissão de notícias dos imperadores romanos, pelos avisos da Idade Média, até chegar ao tabloide, evidencia-se a importância da imprensa para o fortalecimento da cidadania.

A presença das redes sociais mudou um pouco o conceito de valor e a responsabilidade da imprensa. Hoje em dia, todo mundo acredita ser formador de opinião, porém, apesar de todos compartilharem informações, somente os jornais, rádios e emissoras de TV têm respaldo, pois procuram as fontes das notícias antes de publicarem. 

A principal função da impressa é informar os verdadeiros fatos, pois desde século XVI que a imprensa é o principal veículo formador de opinião. As regras éticas do jornalismo têm como o objetivo a neutralidade ao repassar um fato. Nem sempre são acatadas com a seriedade e compromisso que deveriam, mas antes de compartilhar qualquer publicação nas redes sociais, é prudente checar a origem nos sites de órgãos de imprensa. 

O compromisso com a verdade e a precisa apuração dos fatos são elementos fundamentais em um veículo de comunicação, porém a ética está um pouco esquecida por alguns profissionais. A busca pelo furo e a rapidez da notícia, hoje tão exigidas pelos meios de comunicação,  acabam, muitas vezes, prestando um desserviço ao público. 

O Impacto acredita que o jornalismo jamais pode se reduzir a uma mercadoria, e considera os valores morais e éticos essenciais para o bom desempenho do exercício da profissão e, consequentemente, de seus profissionais. 

Nossa proposta é continuar trabalhando com responsabilidade para que a nossa missão seja alcançada plenamente.

(Por Luiz Martins)

terça-feira, 11 de maio de 2021

Grupo Prosegur fará compensação de emissão de CO2

Desde a sua implementação, o projeto já evitou a emissão de mais de 2,5 milhões de toneladas de C02.

Foto: Grupo Prosegur.

O Grupo Prosegur iniciou um projeto de compensação de emissões de CO2 com o objetivo de alcançar o seu compromisso de descarbonização até 2040, ou seja, 10 anos antes do estabelecido pelo Acordo de Paris. O plano teve início com a compensação de emissões de CO2 geradas pelas operações da empresa na Europa, através de um projeto de gestão de resíduos localizado em Seropédica, no estado do Rio de Janeiro que, desde a sua implementação, já evitou a emissão para a atmosfera de mais de 2,5 milhões de toneladas de CO2 (Certified Emission Reduction). 

O Grupo irá implantar o programa de compensação de emissões nos 26 países em que opera de forma gradual. A próxima região a entrar no projeto será a Ásia-Pacífico, à qual seguirá a compensação de emissões na América Latina. 

"A escolha do Brasil para iniciar o projeto de compensação da geração de carbono não é um acaso. O País é um dos mercados mais relevantes para a empresa e uma das áreas com maior biodiversidade no mundo. Por isso, nós estamos profundamente orgulhosos da nossa contribuição para o cumprimento do Acordo de Paris e estamos convencidos de que fazer do mundo um lugar mais seguro passa também por fazer do mundo um lugar mais sustentável", comenta Antonio Rubio, Secretário-Geral do Grupo Prosegur. 

O Grupo Prosegur é a primeira empresa global de segurança privada a avançar com um projeto de Descarbonização. A decisão dá continuidade às medidas já implementadas para reduzir as emissões produzidas pelas atividades da empresa. Desta forma, vale destacar algumas ações, como a redução de 10% nas emissões de CO2 em perímetro constante em 2020; a substituição de 10% dos veículos da frota para híbridos e/ou elétricos e, por fim, o consumo total de energia ser proveniente de fontes renováveis na Espanha. 

Todas essas iniciativas fazem parte do Plano Diretor de Sustentabilidade, aprovado recentemente pelo Conselho de Administração da empresa. A estratégia demonstra o empenho da companhia no processo de transformação para uma sociedade global sustentável, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. A empresa já integrou todos os 17 ODS na sua estratégia empresarial e de gestão, na qual trabalha de forma intensa em 10, que são aqueles em que o Grupo Prosegur pode, realmente, fazer a diferença. 

O Plano Diretor de Sustentabilidade está estruturado em quatro áreas principais de ação: Ética, Transparência e Governança; Pessoas; Segurança no Trabalho e Meio Ambiente. No total, existem 63 iniciativas específicas para as quais a empresa global definiu um conjunto de indicadores detalhados que permitem medir o seu impacto e evolução. Além disso, um Comitê de Sustentabilidade, liderado pelos membros do Comitê de Direção, foi criado para definir, principalmente, os objetivos, planos de ação e práticas da empresa nessa área. Com a criação do órgão e a nova função de supervisão por parte da Comissão de Sustentabilidade, Governança Corporativa, Nomeações e Remunerações, a sustentabilidade se configura como uma linha de ação prioritária para a empresa. Por último, cabe destacar que a remuneração variável da alta direção da empresa passa a ser vinculada diretamente à realização dos objetivos de sustentabilidade da companhia.

Sobre o Grupo Prosegur.

O Grupo Prosegur é referência global no setor de segurança privada. Através de suas áreas de negócios, Prosegur Security, Prosegur Cash, Prosegur Alarms, Prosegur AVOS e Cipher proporcionam às empresas e residências uma segurança confiável baseada nas soluções mais avançadas do mercado. Com presença global, o grupo faturou 4.198 milhões de euros em 2019, está cotada nas bolsas espanholas sob o indicador PSG e conta atualmente com uma equipe de mais de 160.000 funcionários. 

A empresa canaliza sua ação solidária por meio da Fundação Prosegur, que, com 31.111 beneficiários em 2019, atua em quatro linhas de ação: educação, inclusão laboral de pessoas com deficiência intelectual, voluntariado corporativo e fomento da cultura.

Para obter mais informações, visite http://www.prosegur.com.br

Fonte: Taynara Duarte (tduarte@llorenteycuenca.com)

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Os brasileiros que adoram falar mal do Brasil

Em 2016, o escritor americano Mark Manson publicou um texto apontando que o maior problema do Brasil é o povo brasileiro que fala mal do próprio país. 

Segundo ele, que já veio ao Brasil diversas vezes, pouca gente fala tão mal do Brasil quanto o próprio brasileiro, ou ao menos uma determinada parcela bem identificável da sociedade brasileira. Em seu texto, ele disse que o problema é a cultura. São as crenças e a mentalidade que fazem parte da fundação do país e são responsáveis pela forma com que os brasileiros escolhem viver suas vidas e construir uma sociedade. 

Até as Olimpíadas Rio 2016, o Brasil era conhecido por muitos  jornalistas estrangeiros como um país em que todos vivem como se estivessem no carnaval.

Estrutura do Rio Media Center (RMC) - Foto: Luiz Martins

Para atender os jornalistas brasileiros e estrangeiros, foi criado o Rio Media Center (RMC), um centro de referência para representantes das mídias nacional e internacional que vieram fazer a cobertura do evento no Rio e no Brasil. 

Rio Media Center (RMC) - Foto: Luiz Martins

O RMC recebeu mais de 25 mil jornalistas credenciados do mundo todo. Alguns deles foram barrados na entrada, pois estavam em trajes como se fosse para praia. Essa era a visão que eles tinha do Brasil. Foi a partir das Olimpíadas, que eles descobriram que o Rio é uma cidade maravilhosa e que sua beleza é bem diferente da mostrada nos vídeos de carnaval. 

Praça Mauá - Foto: Luiz Martins

Com as críticas feitas pela realização das Olimpíadas no Brasil, elas serviram para mostrar ao mundo o que o Brasil tem de melhor. Os Jogos Olímpicos foram considerados os melhores de todos os tempos. Não houve um veículo de comunicação que não elogiou o evento.  A infraestrutura da cidade do Rio de Janeiro melhorou em cinco anos mais que nos 50 anteriores. 

Estádio Olímpico - Foto: Luiz Martins

Para todos envolvidos com a execução do evento, como as Federações Internacionais, patrocinadores, redes de televisão, agências, etc., os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro foram os mais alegres da história. 

Evento de encerramento das Olimpíadas.

A Olimpíada do Rio foi a melhor Olimpíada que o Brasil pôde fazer. Foi uma grande festa, foi competitiva e foi muito bem organizada para os padrões brasileiros. Quem quiser falar mal, que fale, mas o Rio ficou mais bonito após as Olimpíadas. (Por Luiz Martins). 

sábado, 1 de maio de 2021

A desigualdade em que vivemos

O mundo é dividido em países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Esses indicadores sociais são estabelecidos através das diferenças que são constatadas no planeta.

As desigualdades são destaques em notícias por todas partes do mundo. A ONU, Organização das Nações Unidas, fundou o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o PNUD, com o objetivo de promover o desenvolvimento e erradicar a pobreza no mundo. Com o PNUD, a ONU fez uma campanha mundial para selecionar fotos criadas a partir dos 17 objetivos do programa que serão utilizadas como fotos oficiais da Organização até o ano de 2030. 

Eu consegui ganhar duas vezes, sou autor de duas fotos, ODS09 - Indústria, Inovação e Infraestrutura e ODS10 - Redução das desigualdades. 

VLT - Veículo Leve Sobre Trilho - Rio de Janeiro (RJ)

Ao longo dos anos, participei de diversos projetos sociais visando à melhoria da qualidade de vida das pessoas. Tenho diversos artigos e trabalhos relativos aos temas. Quase sempre, recebo convites para escrever sobre esses assuntos. Por tudo isso, pude perceber as disparidades sociais ligadas às origens históricas que deixaram reflexos profundos nos países. 

Penha e Morro do Alemão (RJ).

Para entender melhor, podemos focar no nosso próprio país. No Brasil, há três povos, classe baixa, que vive no subdesenvolvimento, apresentando, cada vez mais, níveis de miséria. A classe média, um povo considerado desenvolvido, pois consegue se sustentar e tem os direitos básicos como saneamento, saúde, segurança e educação (porém, quase sempre bancado com altos impostos e tendo que, ainda assim, utilizar empresas particulares para os mesmos serviços). E por último, há ainda a classe alta, que ganham acima de 20 salários mínimos e não são tão afetados com o descaso dos governantes. 

O resultado da junção desses povos é o agravamento das diferenças, pois as riquezas são exploradas e os lucros gerados são destinados aos próprios ricos. Enquanto as classes média e baixa continuam cada vez mais pobres, se tornando miseráveis e dependendo cada vez mais da ajuda do governo. (Por Luiz Martins).

terça-feira, 20 de abril de 2021

Associação Sociocultural Semearte.

Associação Sociocultural Semearte celebra nova fase de atividades na Rocinha.


Desde 2013, a Cia Semearte, na Rocinha, transforma a vida de crianças e adolescentes moradores da maior comunidade da América Latina através da cultura. Após sete anos de atividades, o projeto se tornou a Associação Sociocultural Semearte e prepara uma grande celebração desta nova fase como ONG. Nesta quarta-feira, dia 21, às 17h, um grande outdoor do projeto será fixado na Estrada Lagoa-Barra, em São Conrado, ao som do saxofonista e professor de musicalização Alex Blois, e com a presença de alguns responsáveis pelo projeto, como a presidente Talita Santos.


Com aulas gratuitas de teatro, dança, música, TV e cinema, o Semearte contribui para o desenvolvimento humano e artístico de cerca de 100 jovens. Em razão da pandemia do coronavírus, as aulas, que antes eram realizadas na Biblioteca-Parque C4 da Rocinha, estão sendo feitas virtualmente e sem data para retomada presencial.


A Associação Sociocultural Semearte conta com o apoio da Biblioteca Parque da Rocinha, Escola de Samba Acadêmicos da Rocinha, Companhia de Navegação Norsul, Institulo Ekloos, Blois Design, Hoom Interativa, Audaz Filmes e Parabolando.


Cia Semearte.


Em 2012, por meio de uma reportagem que mostrava uma guerra na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, com crianças sendo expostas à violência, Talita Santos despertou um profundo sentimento de transformar a vida desses jovens através de um projeto social que já realizava em Belo Horizonte. Com isso, em 2013, a mineira decidiu vir para o Rio de Janeiro.

Devido aos contatos que foram feitos em sua trajetória, Talita conheceu o Bando Cultural Favelado, onde começou a realizar trabalho voluntário com crianças, devido a sua vasta experiência como pedagoga. Com o crescimento do projeto infantil, o próprio diretor viu a necessidade de Talita criar sua própria companhia, uma vez que o Bando era um projeto voltado para adultos.


A Cia Semearte, que antes carregava o nome de Cia Infantil Favelados, nasceu em 2013 durante a abertura da Jornada Mundial da Juventude-JMJ, em Copacabana. (Por Luiz Martins).
 

Fonte: Assessoria de imprensa Editora Globo - InPress Porter Novelli

Márcia Sad - marcia.sad@inpresspni.com.br

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Bondinho Pão de Açúcar doa mais 3 toneladas de alimentos

Em um ano, o parque soma o total de 13 toneladas de alimentos e materiais de higiene pessoal doados para profissionais do setor.

Crédito: Divulgação Bondinho

O Bondinho Pão de Açúcar doará 200 cestas básicas para apoiar os profissionais autônomos do setor em situação emergencial, da cidade do Rio de Janeiro, que trabalham com atrações turísticas e foram diretamente atingidos nesta crise gerada pela pandemia da Covid-19. A distribuição será realizada nesta segunda-feira, 12 de abril, no Bondinho Pão de Açúcar e no Museu da República.

Crédito: Divulgação Bondinho

Iniciativas como essa também aconteceram em 2020. Em um ano, o Bondinho Pão de Açúcar soma o total de 13 toneladas de alimentos e materiais de higiene doados para guias de turismo da cidade do Rio de Janeiro. Mais uma vez, a ação é realizada com o apoio do site O Guia Legal, da Associação de Guias Motorizados do Rio de Janeiro (GUIAR) e da Liga Independente dos Guias de Turismo (LIGUIA), responsável pela seleção das 200 famílias que serão beneficiadas. Para receber a cesta, os guias turísticos deverão estar inscritos na CADASTUR - Ministério do Turismo. Os profissionais beneficiados receberão um e-mail de confirmação informando a hora e o local exato para retirada da sua cesta com mais de 15 quilos de produtos.

Crédito: Divulgação Bondinho

A distribuição das cestas será feita na entrada do parque e no Museu da República, ambos em local aberto. Todos os profissionais estarão com máscaras, utilizarão álcool gel e as cestas serão higienizadas.

"Vivemos um momento difícil e sabemos da importância em apoiar esses profissionais que são fundamentais para o setor do turismo. A doação das cestas básicas foi uma forma que nós, do Bondinho Pão de Açúcar, encontramos para oferecer um auxílio às pessoas que foram impactadas diretamente pela crise gerada por conta da pandemia e que, no momento, não estão podendo exercer suas funções de maneira integral", comenta Sandro Fernandes, CEO do Bondinho Pão de Açúcar.

O Bondinho Pão de Açúcar incentiva que outras instituições, empresas de turismo e pessoas físicas também façam as suas doações para ajudar a esses profissionais tão importantes para o setor do turismo, a fim de atingir a marca de 1.000 cestas básicas e ajudar um número ainda maior de guias de turismo. Quem quiser doar, pode entrar em contato pelo e-mail liguia@liguia.org.br para obter mais informações sobre como ajudar. (Por Luiz Martins)

Fonte: Imprensa Bondinho (juliane.martins@fsb.com.br) 

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Reflorestamento da maior área urbana do mundo

Uma das maiores unidades de conservação em área urbana do mundo, o Parque Estadual da Pedra Branca, na Zona Oeste da capital fluminense, está passando por reflorestamento numa área castigada por incêndios no bairro de Realengo. Os trabalhos são coordenados pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão vinculado à Secretaria do Ambiente e Sustentabilidade. 

Parque Estadual da Pedra Branca - Foto: Luiz Martins

A restauração florestal é realizada numa região do núcleo Piraquara do parque, que, ao todo, possui 12.500 hectares de área e abrange partes de 17 bairros do Rio. Desde 2015, quando o plantio de mudas começou a partir da iniciativa de uma moradora do entorno do parque, já foram recuperados seis hectares com o plantio de 5.500 mudas de espécies da Mata Atlântica. 

Parque Estadual da Pedra Branca - Foto: Luiz Martins

A atividade ganhou fôlego e, só no dia 11 de março, foi realizado o plantio de 300 mudas e de cem sementes de espécies da Mata Atlântica, dentre as quais, Açoita-Cavalo, Pau-Pólvora, Bacupari, Pitanga, Aroeira Pimenteira, Ingá, Mutamba, Guapuruvu e Pau-d’Alho. 

Parque Estadual da Pedra Branca - Foto: Luiz Martins

A expectativa é plantar, até o final do ano, cerca de 1.500 mudas. O mutirão para as restaurações florestais conta com voluntários que atuam na trilha Transcarioca, do Centro Excursionista Guanabara e do grupo Voluntários Engajados; as mudas são doadas pela Companha Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). 

Ao longo do Rio Piraquara e de suas nascentes, o Inea também realiza a reintrodução do palmito Jussara, espécie ameaçada de extinção. Já foi realizado o plantio de 35 mudas, e a previsão é chegar a cem mudas até o final do ano. 

O primeiro reflorestamento do Parque foi em 2010, quando o Jornal Impacto registrou as plantações de árvores no local. O projeto recebeu o nome de "Carbono Zero na Campanha 2016" e teve como objetivo a neutralização das emissões de gases poluentes gerados pelas obras para realização dos jogos olímpicos que aconteceram na cidade do Rio de Janeiro.

Parque Estadual da Pedra Branca - Foto: Luiz Martins

A região é protegida desde 1974, quando foi criado o Parque e guarda o ponto mais alto da cidade do Rio de Janeiro, o pico da Pedra Branca, com 1024m de altitude. É o maior parque natural urbano do mundo com sua área de 80 Kms de diâmetro.

As Rochas, a Flora e a Fauna.

O Pico da Pedra Branca, ponto culminante da cidade, pode ser avistado de qualquer parte dos bairros de Bangu, Realengo e da região da Barra da Tijuca, principalmente no litoral do Recreio dos Bandeirantes e adjacências.

No Parque há também a famosa Pedra do Osso, que tem 20 metros de altura e desafia a gravidade se "equilibrando" na vertical. A formação rochosa despertou a curiosidade das pessoas por se “equilibrar” verticalmente sobre o solo e parecer desafiar a gravidade. De acordo com geólogos, a pedra foi formada há mais de 500 milhões de anos. A rocha se formou há 513 milhões de anos lá embaixo, apareceu na superfície há cerca de 100, 200 mil anos e vem se esculpindo desde então pela erosão.

Pedra do Osso - Foto: Luiz Martins

A recuperação da Mata Atlântica nesse trecho de Realengo trouxe de volta uma espécie da fauna que há muito não era vista nessa localidade: o tucano-de-bico-preto (Ramphastos vitellinus): - O tucano-de-bico-preto (foto abaixo) é o principal dispersor de sementes do palmito Jussara. Com o aumento da oferta de alimento, devido ao reflorestamento, haverá crescimento da população dessa espécie de ave.

Tucano de bico preto - Foto: Luiz Martins

O Parque é encoberto por vegetação típica da Mata Atlântica (cedros, jacarandás, jequitibás e ipês), a qual serve de abrigo a uma generosa fauna composta por jaguatiricas, preguiças-de-coleira, tamanduás-mirins, pacas, tatus, lagartos, capivara, macaco prego, ouriços, tucanos, jacus, inhambus e cotias.

Macaco Prego - Foto: Luiz Martins

O Parque Estadual da Pedra Branca está presente nos bairros de Vargem Grande, Vargem Pequena, Barra de Guaratiba, Campo Grande, Santíssimo, Senador Camará, Padre Miguel, Bangu, Realengo, Sulacap e Taquara, entre outros. Neste ano, a Organização das Nações Unidas (ONU) deu início à “Década da Restauração de Ecossistemas (2021/2030)”, lançada com o objetivo de incentivar a união de esforços para recuperar florestas pelo mundo. (Por Luiz Martins) 

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