segunda-feira, 27 de novembro de 2017

A Plateia Livre da Arte Profana.

Os saudosos fãs da Legião Urbana já têm destino certo no próximo sábado, o show da banda Arte Profana na Areninha Carioca Gilberto Gil em Realengo, na zona oeste do Rio. Com mais de vinte anos de carreira, a Arte Profana é referência em se tratando de Legião Urbana. Replicando sucessos da saudosa banda de Renato Russo, Marcos Vinni, Maninho Bass, Ziel de Castro, Fernando Freitas e Henrique Mulhofer levarão seus fãs de volta a 1994, tocando, na íntegra, o fatídico show Plateia Livre que, mais tarde, virou o lindo álbum "Como é que se diz eu te amo?".

Arte Profana.

Em entrevista ao Jornal Impacto, a Arte Profana nos contou um pouco de sua história, projetos e sobre o próximo show, "nós iremos fazer as pessoas estarem dentro daquele show de 94", disse Fernando Freitas, vocalista da banda.

Jornal Impacto: Como surgiu a ideia da banda? 

Arte Profana: A banda surgiu de uma ideia entre dois amigos que estudavam na mesma escola, Marcos Vinícius (Marcos Vinni) e Henrique Muhlhofer Tuffi (Henrique Muhlhofer), que viram na cena cultural do momento uma boa oportunidade de expressar o que sentiam.

JI: Há quanto tempo estão juntos? Essa é a formação original? 

AP: A banda foi formada em 1991 e passou por várias formações, inclusive entrada e saídas de vocalistas. A Arte Profana sempre teve um trabalho autoral. 

JI: A intenção de fazer um tributo à Legião Urbana existiu desde o início?

AP: A motivação para o Projeto Tributo Legião Urbana se deu por insistência dos fãs da Legião Urbana, logo após o falecimento de Renato Russo.

JI: Todos os integrantes têm projetos paralelos? Conte-nos mais sobre eles. 

AP: Sim. Marcos Vinni, Maninho Bass e Ziel de Castro fazem parte de um projeto que possui um trabalho autoral, a Jardim Bélico, e participam, juntamente com o ator Bruce Gowlevisk, do Espetáculo Teatral “Renato Russo, a peça” em cartaz há mais de 10 anos nos teatros e demais espaços culturais por todo o Brasil. Fernando Freitas e Henrique Mulhofer criaram um projeto intitulado “A Legião Urbana e Você”, um acústico com releituras diferenciadas das músicas da Legião Urbana, além do projeto autoral intitulado “Áspera”.

JI: Quais são as músicas da Legião Urbana mais pedidas para vocês tocarem durante os shows?

AP: As canções da Legião Urbana tomaram formas atemporais e há inúmeras canções solicitadas nos shows, Tempo perdido, Será?, Eduardo e Mônica são algumas delas.

JI: No show-tributo mais recente que fizeram, um fã subiu ao palco para cantar com vocês, isso é rotineiro? 

AP: A manifestação do público vem de diversas maneiras. Entendemos isso como algo peculiar a cada um e da forma como que lidam com suas esperanças, sentimentos e com a música da Legião Urbana. Subir ao palco não é rotineiro, mas torna-se comum quando há uma singularidade coincidente em algum show.

JI: Como é a relação de vocês com os fãs? 

AP: Tratamos todos com a maior naturalidade possível. Sabemos que somos um veículo de propagação das canções e legado da Legião Urbana, entretanto, ao longo dos anos a Arte Profana adquiriu o seu público particular e que acompanham as apresentações.

JI: Além da Legião, quais são as influências da banda? 

AP: Muita coisa! Desde música à mais simples forma de manifestação artística. É difícil falar das influências.

JI: Quais são os planos da banda para o futuro?

AP: Para 2018, ainda não sabemos. Na comemoração dos 25 anos de Banda, iríamos fechar o ciclo, a Arte Profana iria terminar. Acreditamos que nossa missão envolvendo o trabalho com a Legião Urbana foi cumprida. Hoje, a motivação principal para a continuidade desse projeto, sem sombra de dúvidas, é o público, fãs da Legião Urbana e fãs da Arte Profana. Quanto aos projetos paralelos, acredito que irá adiante. Cada um fazendo aquilo que estiver se sentindo bem para fazer ou, quem sabe, novos projetos surgirão? Afinal, a vida é a única arte que não temos tempo para ensaiar.


Das peculiaridades sobre o próximo show, a presença de um dos maiores fãs clubes da Legião Urbana, "Todos numa só Legião", é uma boa surpresa. O  ingresso que ilustrou a capa do álbum de referência deste show foi cedido pelo presidente do fã-clube, Luiz dos Anjos, conhecido como Anjinho, à própria Legião.

Fã Clube - Todos Numa Só Legião.

O show irá acontecer no dia 02/12, próximo sábado na Areninha Carioca Gilberto Gil situada na Avenida Marechal Fontenelle, 5000 em Realengo, com abertura dos portões às 21h para a banda de abertura Rádio Ruido. 

Banda de abertura - Rádio Ruído.
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