terça-feira, 28 de novembro de 2017

Garrafas pets no lugar de peixes

Pescar requer cada vez mais fé. Não é história de pescador, é história da vida real.

Sepetiba fica a 75 Km do Centro do Rio de Janeiro. A praia, que já chegou a concorrer com a Praia de Copacabana em relação à beleza e à frequência, teria tudo para ser um dos mais belos ponto do Rio de Janeiro, mas a poluição do mar acabou com a praia. O clima de cidade do interior atrai pela recepção dos moradores, pela comida gostosa dos restaurantes e pela beleza da pracinha, onde, inclusive, foram feitas as gravações da novela “O Bem Amado”, em 1973.

Sepetiba, que já chegou estar entre os maiores pólos pesqueiros do país, hoje, a dificuldade dos pescadores locais é muito grande. Não se pesca a quantidade que se pescava antes. A renda está caindo cada vez mais, por causa dos empreendimentos na Baía de Sepetiba.

Localizada na  região oeste do Rio, a Baía de Sepetiba é hoje uma importante área para a economia do estado. Ao seu redor, estão grandes empreendimentos como o Porto de Sepetiba, em Itaguaí, o terminal da Ilha Guaiba, da Vale, a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) ThyssenKrupp e o Estaleiro de Construção de Submarinos, na Ilha da Madeira.

Pescadores sobrevivem catando garrafas pets pelo mar. O que antes eram peixes, hoje os barcos dos pescadores chegam cheios de garrafas plásticas recolhidas na baía. Em entrevista ao Jornal Impacto, os pescadores disseram que recolhem as garrafas desde Restinga do Marambaia até a Orla de Sepetiba.

As questões ambientais vêm sendo muito discutidas atualmente em todos os locais do mundo, mas infelizmente a sociedade ainda não se conscientizou, que a nossa sobrevivência depende da educação.
Enquanto não houver uma mudança de comportamento no ser humano, o Planeta sofrera as consequências. É preciso uma mudança de comportamento. Essa mudança de comportamento se dá através da educação ambiental e educação do próprio ser humano. Ele precisa entender que é parte da natureza, e a única esperança para a restauração e equilíbrio do nosso planeta. 
(Por Luiz Martins)
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