domingo, 1 de março de 2020

COTIDIANO SOBRE ÓLEO E ESGOTO

O lugar em que suas praias já chegaram a concorrer com as Praias de Copacabana, Leme e outras, hoje vive sob óleos e esgotos. Sepetiba, que já chegou a estar entre os maiores pólos pesqueiros do país, enfrenta a grande dificuldade dos pescadores locais. 

Entre barcos, lama e óleo - Foto: Luiz Martins
Não se pesca a quantidade que se pescava antes, muito menos com a qualidade de pesca de outros tempos. Além dessas mudanças, a renda está caindo cada vez mais por causa dos empreendimentos na Baía de Sepetiba. 

Garrafas pets em lugar de peixes - Foto: Luiz Martins
Por tudo isso, atualmente, os pescadores sobrevivem catando garrafas pets pelo mar. O que antes eram peixes, hoje os barcos dos pescadores chegam cheios de garrafas plásticas recolhidas na baía.

Além Mar.

Com óleo e esgoto, a baia de Sepetiba enfrenta dupla poluição. As baías são ambientes costeiros abrigados que conciliam diferentes ecossistemas e que apresentam elevada biodiversidade. A Baía de Sepetiba se insere neste contexto apresentando alta produtividade por receber fluxos continentais e marinhos.

O local oferece uma bela paisagem e já foi cenário de novelas - Foto: Luiz Martins
Entretanto, o local sofre impactos em decorrência das indústrias que foram implantadas na zona oeste. Pescadores e pescado convivem com óleo e esgoto doméstico contaminado por metais pesados. Há anos, Baía de Sepetiba sofre com a poluição originária de vazamentos e da lavagem incorreta dos porões dos navios que transitam diariamente no porto, além da poluição causada pelas indústrias nos arredores, sendo de indústrias ativas ou de terrenos contaminados de fábricas inativas.

Crianças brincam entre lamas e óleos - Foto: Luiz Martins
A industrialização das regiões da zona oeste e do município de Itaguaí começou nos anos 60, quando as primeiras indústrias se instalaram no local. E como sempre acontece no Brasil, não houve nenhuma preocupação com planejamento que levasse em conta os riscos ambientais e sociais.

Degradação e consciência.

Além das consequências ambientais, a degradação da Baía trouxe prejuízo às atividades que dependem diretamente das pescas, causando queda no faturamento dos comerciantes locais.

Pescadores e garças disputam a pequena quantidade de peixe - Foto: Luiz Martins
As questões ambientais vêm sendo muito discutidas em todos os locais do mundo, mas, infelizmente, a sociedade ainda não se conscientizou de que a nossa sobrevivência depende da educação.

Desfilando entre óleo - Foto: Luiz Martins
Enquanto não houver uma mudança de comportamento no ser humano, o planeta sofrerá as consequências. 

Preocupados com a quantidade de lixo, moradores se reúnem na limpeza da baía - Foto: Luiz Martins
É preciso uma conscientização do comportamento atual. Essa mudança se dá através da educação ambiental e educação do próprio ser humano. Ele precisa entender que é parte da natureza e a única esperança para a restauração e equilíbrio do nosso planeta.
(Por Luiz Martins)
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