quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

Hoje (03/12) é celebrado o Dia Mundial das Pessoas Com Deficiência (PCD). No Brasil, 6,7% da população é formada por PCDs. O Jornal Impacto aproveita o dia de hoje para reforçar a importância da inclusão e acessibilidade a essas pessoas e abrimos espaço para que um porta-voz, conhecedor do assunto, se manifestasse. Diego Müller foi um bebê prematuro, com problemas na hora do parto que afetaram a parte do cérebro responsável pela coordenação motora. Atualmente, ele usa cadeira de rodas/muletas e faz fisioterapia. Abaixo, segue o texto maravilhoso que ele nos enviou.

Nem coitados e nem heróis. 

Diego Müller

A luta das pessoas com deficiência é diária e cada uma ao seu modo. Sim, é isso mesmo que você acabou de ler, a sociedade tem movimentos automáticos com pessoas com deficiência e você já deve ter reproduzido sem perceber.

Qual a primeira reação ao observar uma pessoa com deficiência?

Muitos dizem "Nossa! Coitado! Tão novo e nessa condição." Outros dizem "Tu és tão esperto, nem parece deficiente."; "Caramba! Tu estás aí lavando louça e tem gente que reclama da vida."

Agora, eu te pergunto, você parabeniza seu amigo sem deficiência por lavar louça? Você diz que seu amigo é inteligente, apesar de alguma coisa? Possivelmente não, né? Então, não seja diferente com a pessoa com deficiência, somos pessoas antes da deficiência. 

E, em cima disso, ser incluído não é um favor sendo feito a pessoas com deficiência e sim, um direito.

Em um estádio de futebol, por exemplo, tem que haver um espaço destinado para pessoas com deficiência e, tão importante quanto esse espaço estar adequado, é que pessoas com deficiência sejam ouvidas para falar dele. Antes de um clube moldar um espaço, é importante que uma pessoa com deficiência passe sua visão sobre a situação.

Assim como no mercado de trabalho, é importante que tenha um espaço destinado a pessoas com deficiência. E explico o porquê. Em um processo seletivo, por exemplo, sem a distinção e espaço definidos, uma pessoa em uma cadeira de rodas e uma pessoa sem a cadeira de rodas, ambas com o mesmo grau de estudo concorrendo à vaga, não seria justo. Pois, para que o cadeirante seja contratado seriam necessárias adaptações no ambiente. Com isso, a pessoa com deficiência poderia perder uma oportunidade não por sua capacidade, mas sim, pela falta de adaptação do ambiente, por isso, pessoas com deficiência precisam ter um espaço para concorrer entre si.

Ter uma deficiência é uma característica de quem somos, mas não pode definir o que somos. 

(Por Diego Müller) 

A equipe do Jornal Impacto tem muito orgulho de participar de projetos em defesa das pessoas. Assim como trabalhamos em defesas de outras causas relacionadas aos PCDs, como a "Praia Para Todos", acreditamos que podemos fazer mais, pois temos o poder da veiculação. Embora esta tarefa não seja só dos jornais, mas de todos que têm acesso aos veículos de comunicação, tais como: blogs, Facebook, Twitter, entre outros. A exigência de novas regras de transporte para atender as pessoas com necessidades especiais, a maior acessibilidade pelas ruas, a continuação do Praia Para Todos em outras localidades, entre outras pautas, deveriam ser um compromisso do Brasil sobre os Direitos das Pessoas. Cabe a nós o dever de cobrar para que esta missão seja alcançada. 

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