sábado, 14 de março de 2020

Obras Olímpicas - Legado e Largado

Sediar os Jogos Olímpicos era um sonho dos cariocas. Por isso, quando o Rio foi o escolhido, a prefeitura da época e seus apoiadores investiram na melhoria da cidade como um todo. Com isso, foram desenvolvidos diversos projetos envolvendo transporte e infraestrutura, visando benefícios de curto, médio e longo prazo, aos moradores e visitantes nos anos vindouros, não só na época das Olimpíadas. 

Vista da Marina da Gloria feita de uma Press Área - Foto: Luiz Martins
Durante as Olimpíadas Rio 2016, os jornalistas credenciados do Rio Media Center (RMC), contaram com as "press areas", que foram espaços reservados pela Prefeitura do Rio em pontos estratégicos da cidade, a fim de facilitar transmissões ao vivo com fundo livre e visual privilegiado.

Vista do Pão de Açúcar feito de uma Press Área - Foto: Luiz Martins
Desde o início dos jogos olímpicos, a equipe do Jornal Impacto foi credenciada para a cobertura do evento a fim de registrar as obras e a transformação da cidade. O objetivo principal da prefeitura do Rio era fazer os jogos de forma eficiente e deixar um legado tangível para a cidade e seus moradores, com instalações com padrões de excelência para a prática esportiva e que agradaram todos que participaram e se envolveram com os eventos olímpicos.

Passadas as Olimpíadas, grandes obras da Zona Oeste foram abandonadas.

Porém, o legado não seguiu o seu destino com a mudança de comando. A falta de conservação atingiu, por exemplo, o Centro Aquático de Deodoro, na Vila Militar. A piscina, que teve grandes competições, possui atualmente diversas partes de suas paredes caídas e sofre com problemas estruturais, que ocorrem pela falta de conservação do local.

Piscina Olímpica de Deodoro - Foto: Luiz Martins
Parque Radical de Deodoro abandonado.

Outra grande obra abandonada, o Parque Radical teve várias consequências do abandono das autoridades públicas.

Parque Radical de Deodoro - Foto: Luiz Martins
O estacionamento tornou-se depósito de entulho e a vegetação tomou conta das rampas de acesso. A pista do Centro Olímpico, onde foram disputadas as provas de ciclismo BMX, está cheia de buracos e as rampas de acesso também foram tomadas pela vegetação.

O estádio de canoagem Slalom, que fica ao lado, também está abandonado. O parque da água foi a instalação mais cara dos jogos e virou um “deserto”. Os equipamentos, que formavam as corredeiras, estão em uma cabine sem portas, sem proteção e sem os devidos cuidados.

Pista de Canoagem de Deodoro - Foto: Luiz Martins
Estádio de Deodoro.

Outra obra que foi destruída, o estádio foi construído dentro de uma área militar, e atualmente está completamente desmontado.


Estádio de Deodoro - Foto: Luiz Martins
Pista de Mountain Bike.

A destruição da Pista Olímpica de mountain biking utilizada durante os Jogos Rio 2016 é, infelizmente, outro exemplo do abandono das autoridades.

Pista de Mountain Bike - Foto: Luiz Martins

Arena do Futuro.

A Arena do Futuro, que não teve futuro algum, foi desmontada pela atual prefeitura do Rio. A Arena do Futuro, que recebeu os jogos de handebol na Olimpíada e de goalball na Paraolimpíada, sempre foi exaltada como o grande exemplo do legado olímpico. Foi desmontada com a promessa de construção de escolas no local, o que ainda não aconteceu, mesmo após 4 anos do fim das Olimpíadas.

Arena do Futuro - Foto: Luiz Martins


Velódromo.

Assim como outras instalações olímpicas, o velódromo, que fica dentro do Parque Olímpico da Barra da tijuca, também está sem funcionar. 

Velódromo do Parque Olímpico - Foto: Luiz Martins


Vila dos Atletas.

A Vila dos Atletas, na Barra da Tijuca, tem mais de três mil apartamentos de dois, três e quatro quartos que foram construídos para abrigar os atletas que participaram da Olimpíada e Paralimpíada Rio 2016, com o objetivo de serem vendidos após os eventos, porém, atualmente, estão abandonados também.

Vila dos Atletas, Barra da Tijuca - Foto: Luiz Martins
Abandono e desperdício do dinheiro público.

O questionamento que fica é: Por que essas obras públicas estão abandonadas após as Olimpíadas? São construções que viraram parte da paisagem urbana da cidade do Rio e mereciam cuidados, pois são patrimônios do povo carioca e fluminense. Grande parte dos abandonos das obras públicas acontece por incompetência dos governos, que não se importam em zelar pelo dinheiro público investido nesses locais. São patrimônios completamente abandonados e, por consequência, deteriorados com o tempo. Os representantes políticos deveriam ser responsabilizados por esses descasos dos legados largados por eles. (Por Luiz Martins)
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